A PONTE DE MADEIRA
A possibilidade estruturante da atividade profissional na clínica da psicose
Na perspectiva da Psicologia Analítica, poucos autores têm se dedicado a publicar suas reflexões sobre o tratamento da psicose, assunto de grande interesse para Jung e que muito contribuiu para a formulação de conceitos importantes em sua obra, como de Inconsciente Coletivo e Arquétipo. A partir deste referencial teórico e de suas reflexões e vivências como coordenador da marcenaria “A Ponte”, o autor discute a complexidade dos tratamentos e a necessidade de se criar estratégias terapêuticas para superar situações cristalizadas pela doença e pelo sistema de saúde. Indica ainda, como fundamental a relação transferencial para que o paciente consiga se inserir em projetos que possibilitem situações novas em sua vida, trazendo o trabalho como “uma das principais demandas do sujeito no processo de resgate da saúde”. De forma interessante, aborda o trabalho numa perspectiva mítica, delineando algumas das representações simbólicas que o mesmo adquiriu na cultura patriarcal, da expiação à redenção, mas principalmente como elemento para estruturação individual e valorização social.